Balelas

Precisamos ser mais críticos, parar de aceitar qualquer balela como verdade insofismável. Precisamos quem? Precisamos nós, os brasileiros, que somos crédulos e achamos que tudo o que sai de jornal – de jornalista – ou da boca de celebridade é a mais pura e cristalina verdade. Aqui no Brasil os políticos descobriram uma nova forma de mentira: a recontagem da verdade.

Quando alguma verdade não favorece a um grupo, a saída é simples: não é preciso ficar buscando desculpas para o erro, basta recontar a história de uma forma mais conveniente. Nas últimas eleições se viu isso claramente, quando as já manjada mentiras de palanque se deslocaram do futuro para o passado. Ou seja, hoje já não se promete o impossível – “se eu for eleito, eu farei…” ; já se afirma têr realizado o irrealizado!

Não importa que seja mentira, se ela for dita de forma que seja difícil comprovar – “Elevei sete milhões de brasileiros pobres para a classe média” (?) – Como comprovar a falsidade de uma enorme patranha dessas? Até que seja desmentida, uma multidão de “bem informados” já foi prejudicada pela informação mentirosa.

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março 11, 2007 at 12:13 pm Deixe um comentário

Os Brasileiros e a mémoria

dorywhite200×280.jpgEscrevi esses dias em outro blog que os brasileiros precisavam ter um quê da personagem “Dory” do filme da Disney “Procurando por Nemo”. Quem assistiu ao filme deve se lembrar da simpática e desmemoriada peixinha Dory. A qualidade que os brasileiros precisam não é a simpatia, que isso brasileiro tem para dar e vender, mas essa amnésia, essa falta de memória da simpática Dory.

Essa amnésia é necessária para continuar acreditando nessa história de País do Futuro, nessa balela de que somos um país jovem – apesar de quinhentão. “Brasileiro é um povo que precisa continuar esquecendo do ontem para poder viver o hoje e acreditar que o amanhã será melhor” – Ronaldo Renato de Souza.

É uma espécie de enganação, uma fraude, um tipo de “cenoura que faz marchar o burro”, ela nunca chega, o burro nunca pega, mas o que importa é que funciona e faz andar.

janeiro 26, 2007 at 12:33 pm Deixe um comentário

Acendi um incenso…

Um perfume gostoso tomou conta do ar. Passou a dividir o ambiente com as músicas que escuto ao fundo. Estamos, para quem acredita nessa magia do calendário, nos últimos momentos de 2006, prestes a entrar no ano novo, em 2007.

Nem o incenso, nem as músicas tem alguma coisa a ver com a mudança de ano. São apenas hábitos, coisas de que gosto. Caetano canta indolente “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”, e parece contar realmente tantas histórias para as paisagens que a sua música nos transporta.

Como diz o verso da música, apesar “da vontade de ficar mais um instante…”, o ano novo vem vindo, o tempo urge. Feliz todos os dias para vocês!

dezembro 31, 2006 at 9:58 pm Deixe um comentário

Bem e malfeitores

Saddam era um tirano, um ditador sanguinário, seu nome em árabe quer dizer “aquele que enfrenta”. Alguma dúvida quanto aos atos sanguinários que ele teria cometido no Iraque? Nenhuma, até por essa característica que o acompanhou durante toda a vida: sempre fez tudo às claras, mesmo as coisas condenáveis, à luz do dia. E essa é uma característica dos atos ilegítimos, que normalmente são perpetrados às escondidas, na calada da noite, às escuras. Talvez a prepotência de Saddam fosse tanta que não se importasse com isso, e fazia tudo às claras.

Se mereceu essa morte por enforcamento? Não acredito em penas capitais, mas ele era culpado, não restam dúvidas. Fica uma dúvida na legimitidade daqueles que o sentenciaram. E, mais ainda pelo “modus operandi”, se a sentená é legítima, como explicar essa forma como foi executado, sorrateiramente, às escondidas, na calada da noite? Fica um cheiro de coisa mal arrumada, de coisa feita à sorrata, de coisa feita às pressas para evitar uma melhor apreciação sobre a sua legitimidade.

O dito malfeitor se vai com a suspeição de que aqueles que o enviam são outros malfeitores…

dezembro 30, 2006 at 9:45 pm Deixe um comentário

Quando o pior é o melhor

Quando o pior passa a ser o melhor e porque alguma coisa está errada. Essa recente pesquisa brincadeira do Data Folha que aponta nosso atual presidente como o melhor de toda a nossa história só pode ser uma piada de mau gosto. Pior, não é, retrata a mesma realidade que o elegeu e reelegeu, retrata a decisão de um eleitorado cuja maioria se constitui de gente simples, muito simples. Não vamos retirar a legitimidade do processo, afinal essa é a regra do jogo, mas isso não significa aceitar que qualquer unanimidade esteja sempre certa, isso é burrice.

Tudo o que for proposto nessa linha de pesquisa ou submetido a sufrágio nos tempos atuais passa, se você quiser elege até a galega miss Brasil. Aliás, esse é um grande perigo nas mãos de qualquer demagogo – uma maioria formada por gente simples, para não ser grosseiro na análise. Vejam bem o que Chávez está fazendo na Venezuela, as reeleições eternas devem passar com facilidade, para que ele se torne um novo Fidel, para que permaneça eternamente no poder.

Qualquer um que seja menos simples sabe que a primeira vítima desses regimes, que usam a “simplicidade do povo” e o regime democrático para galgarem o poder é a própria democracia. Uma vez eleitos o caminho é mais ou menos o mesmo: partido único, imprensa do partido, fim de liberdade de ir e vir, etc. Não era por nada que os militares profetizam nos anos da ditadura: “Nego em nome dos vossos princípios os direitos que me exigis em nome dos meus”. Eles errarem em quase tudo, mas não em tudo.

dezembro 18, 2006 at 10:35 am Deixe um comentário

About

Eu devia ter escrito um about no início do blog. Eu devia ter escrito um about na seção apropriada, no about (depois eu transcrevo para lá). Eu tenho minhas dúvidas sobre a necessidade/validade desses “abouts”. Falar de si sem falar tudo é uma arte, exige uma certa malícia do escritor. Dizem que não se pode fornecer muitos dados na Internet, que eles podem ser usados indevidamente por gente mais indevida ainda. Corre-se um certo risco, que eu acho, como disse anteriormente, com uma certa manha, pode ser minorado.

Sobre a necessidade, deve atender a curiosidade de quem lê – alguém ainda lê blogs? -, quem será que escreve, ele ou ela? Moço, adulto, ou velho? Casado, solteiro, ou tico-tico-no-fubá? Bonito(a)? Feio(a)? Lustrado(a) ou iletrado(a)? Naturalmente que essa necessidade irá variar de acordo com o tipo de leitor(a) que for considerado, sujeito a esse mundão que é o universo virtual.

Em alguns blogs eu coloco: bras,cas,2f,53a,eng.mec. O pessoal aparentado com Champollion consegue decifrar os hieróglifos e chega mais ou menos a isso: brasileiro, casado, dois filhos, 53 anos, engenheiro mecânico. E com isso fico mais ou menos identificado e apresentado. Faltou, é claro, dizer que tenho dois cachorros da raça Basset Hound (Milho e Zidane), que sou um ávido leitor, gosto de escrever, e moro em Porto Alegre/RS.

Acredito que com isso satisfiz um pouco as exigências do about. O resto a gente vai revelando nos textos…

novembro 18, 2006 at 10:35 am Deixe um comentário

Segredo do sucesso

Estava passeando pelos blogs de maior sucesso aqui do Word Press, ou melhor, por dever de justiça devo dizer que fiquei no primeiro. Eu, e imagino muitos outros blogueiros, quando se deparam com um blog de sucesso, dão uma conferida para tentar descobrir o “segrêdo do sucesso alheio”. Tudo bem, tudo bem… feliz ou infelizmente não há grandes segredos: sensacionalismo gera audiência em blog, na televisão, nos jornais, seja onde for. No caso que eu conferi o chamariz era a apresentação de um vídeo exclusivo – gravado da Record – no You Tube sobre o acidente com o avião da Gol.

E depois criticamos os jornais sensacionalistas! Eles apenas dão aquilo que nós demandamos, sensacionalismo! Um blog com poucos dias de criação tem milhares de visitas e, fosse mais divulgado, talvez tivesse milhões de internautas que estariam acessando. Vale perguntar: O que as pessoas que procuram este tipo de imagem estão realmente querende ver? Restos de corpos humanos?

Nem vou julgar ou emitir juízo de valor sobre a atitude. Que cada um responda a pergunta para si, que cada um descubra aonde anda a sua humanidade…

outubro 31, 2006 at 9:30 am Deixe um comentário

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