Os anos passam voando

Os anos passam, o tempo passa, até a uva passa, pior!, a vida passa e está passando aqui e agora enquanto eu escrevo/e ou você lê esse post. O tempo, muitas vezes não é uma questão de opção, como dizem, mas, muitas vezes é gasto em qualquer atividade fútil e inútil por falta de opção.

Não gosto de transformar limões em limonadas, gosto de saber como e porque vivo. Ou como e porque estou deixando de viver. Perdendo vida. Para o diabo com essas desculpas esfarrapadas que inventaram para consolar perdedores. Tem gente pior do que você? E aí? Isso é consolo para alguém?

Dizem que o nosso povo é alegre e hospitaleiro. Tudo bem. Cada um vê aquilo que quer, mas eu vejo no nosso povo outras qualidades, ou defeitos, que fazem com que ele continue a ser um povo de terceira num país de primeira.

Um dia este país não será nada, ou continuará sendo o que sempre foi: o paraíso dos indolentes, a Canaã dos “painhos”. terra da desolação, a pátria das chuteiras, o país do pretérito do futuro.

janeiro 4, 2009 at 6:19 pm 1 comentário

O dever e o deveria

Entre o dever e o deveria ergue-se uma verdadeira muralha chamada realidade. O tanto que se deve – ou deveria – e que não se cumpre – seja pelo destino ou pela nossa inação – passa a constituir aquilo que se chama utopia – ou o que devia ser, mas não o é.

Acho, por exemplo, que a minha escrita é rabugenta e bem pouco humorada – que é como imagino que deveria. A realidade é que não é porque eu não sou assim, não sou o tipo do cara bem humorado, faço mais o tipo sizudo, sempre querendo e tentando ser mais responsável do que sou – ou deveria.

No final das contas temos a livre opção de gostar ou desgostar – ainda bem! Se você gosta do que eu escrevo e do jeito como escrevo, tudo bem! Essa é a minha realidade. Se você não gosta, sinto muito, não posso ser outro, nem uma utopia.

outubro 12, 2008 at 12:04 pm Deixe um comentário

A coitadização dos marginais

Tudo pelo social, até as vítimas! Instaurou-se no nosso país uma política de impunidade motivada por um fenômeno que resolvi apelidar com o neologismo “coitadização”, ou a coitadização dos marginais. Essa tese propugna que Ninguém é penalmente ou moralmente responsável pelos seus malfeitos, pois se os prática é porque foi malcriado e socialmente discriminado. Não fosse essa dívida social para com o marginal e ele um marginal não seria.

O mesmo não se pode dizer da massa trabalhadora e eventuais vítimas desses malfeitores. São esses os verdadeiros culpados, com essa mania de trabalhar para acumular bens que só tornarão os injustiçados sociais ainda mais injustiçados, aumentando a diferença ente os que tudo tem e os que nada tem, se é que me entendem.

Dentro dessa perspectiva a vítima não é vítima, é o algoz que surge no caminho do bandidos para oportunizar o aumento do seu banditismo, fazendo com que roubem, matem e estuprem. Não houvesse vítimas – por via lógica – não teríamos marginais.

Abaixo os culpados, abaixo as vítimas!

setembro 22, 2008 at 12:16 pm 1 comentário

Os quereres

Os experts em motivação obram para aumentar os nossos quereres. São magos na arte de ciar quereres artificiais, ou de fazer nascer do nada um querer. Assim, num ser em que não havia a gana de querer, num ser apático e conformado,  nasce um sentimento que o direciona para a conquista.  Surge uma fome insaciável de vitórias.

Esses seres – refiro-me aos motivadores – têm o seu valor, têm os seus méritos. Do outro lado, existem os experts em conformar, em acomodar quereres, em minimizar vontades, são os mestros do desânimo. Assim, num ser antes motivado, onde havia a gana de querer, num ser motivado, nasce um sentimento de derrota. Surge um enorme desejo de entrega, de conformação ao status quo.

Os primeiros, os motivadores para o sucesso, são profissionais muito requisitados e bem remunerados. Os segundos, os motivadores para o fracasso, também, e respondem pelo nome de políticos.

junho 13, 2008 at 9:43 pm Deixe um comentário

Inexplicável

O inexplicável do título é entender como em pleno século XXI ainda sobrevivam ideologias baseadas na supressão das liberdades. Regimes comunistas, que em nome das igualdades sociais aniquilam completamente as liberdades individuais, e encontrem defensores no mundo. Aqui mesmo no Brasil, embora se declarem formalmente democratas, existem partidos apoiados na doutrina comunista.

Alguns apontam Cuba como modelo a ser seguido, um lugar que conseguiu sociabilizar a miséria e cujo ditador, quase penene – no poder há mais de 40 anos! – mantém o povo sob o seu jugo pela força. Que o digam os dois boxeadores que ousaram tentarem fugir do paraíso cubano nos últimos jogos panamericanos. Aliás, sacrificar a liberdade pela igualdade social, mesmo sendo difícil de aceitar como uma opção – pois requer uma liberdade de escolha que não existe -, não é o pior, mas sim a propaganda mentirosa de que se tem liberdade nesse tipo de lugar.

Como pode alguém acreditar que há liberdade em um lugar em que não se tem a mais básica delas: o direito de abdicar de viver nesse lugar, de fugir do paraíso?

janeiro 12, 2008 at 1:03 pm Deixe um comentário

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A piada – chula – diz que brasileiro leva vida de galo: tem uma mulher que é uma galinha, dorme em cima do pau e ainda acorda todos os dias cantando faceiro. Piada não se discute. Se acha graça. Ou não. Sou do bloco dos que não acham, nem a graça, nem a porta aonde devia estar escrito “exit”.

Por mim eu já teria saído, de mala e cuia, de muda. A vida nem sempre facilita, você se sente enraizado nesse chão, laços afetivos te prendem aqui. Gostaria de viver em um país do futuro hoje. Ou seja: que o futuro promissor fosse hoje e não num futuro inalcançável. Questão de opção.

Quem gosta de torneiro mecânico é tornearia, eu estou fora.

abril 15, 2007 at 5:26 pm Deixe um comentário

A voz de Deus

Repercutiu em Portugal um concurso promovido pela RTP – Rádio e Televisão de Portugal – para escolher a figura que representasse o “Maior Português de Todos os Tempos”. Esses concursos costumam ser polêmicos e esse não foi diferente, principalmete por ter indicado como vencedor Salazar, o general que comandou a ditadura no país durante décadas.

O resultado não é de nenhuma forma o “esperado”, a mídia e os pensadores portugueses sentiram-se ofendidos com a escolha obtido pelo voto popular. Com o resultado indesejado, todo tipo de hipótese passou a ser aventado para afastar a representatividade do concurso. Até esdrúxulas fórmulas matemáticas foram criadas para compensar “o afastamento histórico” de outros personagens menos votados.

A grande verdade é que nem sempre a opinião do povo coincide com a do grupo dito intelectualizado. O povo tende a comparar períodos de governo com a situação no país e pessoal de cada um. O resultado tende a responder a uma pergunta simples: em qual período eu vivia melhor?

abril 6, 2007 at 10:47 am Deixe um comentário

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